APRE

A coerência é o ultimo refúgio dos que têm falta de imaginação. Daí este ser um blog irreverente, implacavelmente iconoclásta, (onde inexplicavelmente só há adjectivos começados por i), mas cuja impunidade fica à curta distância de uma pedrada no charco da indignação...

Saturday, April 22, 2006

JÁ ESTÁ!

Foi assim - com um "Já está!" efusivo e eufórico - que Pedro Sousa, comentador da Rádio Renascença, celebrou, perdão, relatou, o golo do Sporting na meia-final da Taça contra o FC Porto. Parece-me portanto, e dado que a hora é de alegria, um bom título para este post. A alternativa seria "Lisboa tem mais encanto pintada de azul e branco", que ontem ecoava na sede do FC Porto aqui em Lisboa. Foi bonita a festa.
Ser portista é isto. É festejar com os nossos mas também não esquecer todos aqueles que, ao longo do ano, têm sonhos húmidos com as "Viagens ao Brasil", sujam os lençóis por causa dos "Apitos Dourados", mas a quem, no final, lhes caem os tomates com as vitórias do Porto. São os Pedros Sousas, os Queridos Manhas, os Ruis Santos, os Jorges Baptistas, os José Veigas e os Dias Ferreiras deste mundo.
No rescaldo da festa, é justo destacar alguns dos nomes que contribuíram decisivamente para a conquista de mais um título:
- Pinto da Costa, claro, que conquistou o seu 13º título em 20 anos de Presidência e que, se Deus (o outro) quiser, há-de conquistar outros tantos nos próximos 13 anos;
- Co Adriaanse, pelo que sofreu - em campo e fora dele;
- Vítor Baía, que já tem mais campeonatos ganhos do que os plantéis de Benfica e Sporting juntos;
- Hélton, porque, finalmente, está encontrado o substituto de Baía que os adeptos portistas há muito desejavam;
- Pepe, que prova que se pode ser parecido com o E.T. e, ainda assim, ser um grande jogador;
- Paulo Assunção, um centro-campista como não tinhamos desde o tempo do Emerson, e que o Sporting não tem porque o presidente do Nacional é amigo;
- Lucho, o jogador com mais nível deste campeonato - uma espécie de Petit, mas com classe, sem a sarrafada, sem traumatismos e com cérebro;
- Adriano, decisivo na segunda metade deste campeonato;
- e Bruno Alves, que também teve o seu momento de glória naquela cabeçada - de cima para baixo, como mandam as regras - ao Nuno Gomes.

Para já é só. Para o mês que vem, e se a improbabilidade estatística que seria o Vitória de Setúbal conquistar duas Taças de Portugal seguidas não se verificar, os festejos continuarão de norte a sul de Portugal, Estoril e Algarve incluídos.

ARRE